Rota 262

Rota 262

Rota 262 – rodovia transversal brasileira

A BR 262, conhecida entre os motoristas por Rota 262, é considerada uma das rodovias mais perigosas do Brasil. A rodovia é composta por muitas curvas, acentuadas, e que demandam atenção redobrada dos motoristas durante a condução. A Polícia Federal catalogou, no ano passo, a média de 20 acidentes por mês – registrando aproximadamente 240 acidentes em 2017.

Ligações Rota 262

A Rodovia interliga os estados do Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul. A BR 262, popularmente nomeada como “rodovia da morte”, e alcançou a marca de 9.890 acidentes, e 334 mortes. O trecho mais perigoso, segundo a Polícia Federal, é extensão Belo Horizonte-Governador Valadares.

Ao passar pelo trecho, os motoristas aceleram o veículo e perdem o foco na direção, por medo e por ansiedade – relacionados ao histórico da rodovia. Com isso, os riscos de acidentes aumentam. Os mineiros usam muito o caminho para ir ao Espírito Santo que, atualmente, conta com fiscalizações mais rigorosas, como radares, lombadas eletrônicas e sinalizações.

Rio das Velhas – Rota 262

A ponte sobre o Rio das Velhas, em abril de 2011, desabou – entre a barreira da Polícia Federal e a chegada em Belo Horizonte. Exatamente no km 455, a ponte cedeu bloqueando a passagens. Com isso, os motoristas foram obrigados a optar pode desvios alternativos a fim de chegar ao destino final. Atualmente, há uma nova ponte no local – considerada mais segura e mais larga, comparada com a anterior.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) desenvolveu o Índice de Condição de Manutenção (ICM), com o objetivo de avaliar todas as rodovias do país. Segundo o estudo, a Rodovia 262 é considerada ruim e péssima. O Índice avalia as questões de infraestrutura e segurança – e a BR 262 foi, e ainda é considerada uma armadilha para os motoristas transeuntes do local.

A história da Rota 262

A BR-262, assim como boa parte das grandes estradas brasileiras, tem suas origens remontadas a um período bastante remoto, que data de antes da chegada dos portugueses no que hoje é o Brasil.

Sim, você está lendo certo! A maior parte das rodovias que cortam o país tem sua origem em antigas rotas indígenas. Os nativos percorriam grandes rotas no território brasileiro e as marcavam como forma de locomoção e comunicação entre diferentes grupos étnicos. Essas rotas foram ficando marcadas ao longo de muitos anos de habitação indígena e acabavam por demarcar os ambientes onde o acesso era mais fácil por dentro do território pouco explorado.

Com a chegada dos europeus, a população indígena foi dizimada, seja através da morte, da escravização ou mesmo da catequização forçada, simbolizando uma forte violência cultural, o que configura uma forma de genocídio.

De qualquer forma, os povos indígenas viveram um período de drástica redução populacional, mas suas heranças culturais permaneceram. Em vários aspectos, como na língua, ainda é possível perceber a influência dos povos nativos do Brasil. Por exemplo, pense no nome de várias cidades do interior paulista e mineiro: Itabira, Sorocaba, Araxá, Araraquara, Bauru, Bocaiúva, Birigui, Bertioga… enfim, todas tem nomes de origem indígena.

O que esses exemplos de nomenclatura ajudam a perceber é que o conhecimento dos índios continuou a ser passado pelos novos habitantes brasileiros, porque se faziam úteis na nova terra. Dessa maneira também se deu com os caminhos e trilhas indígenas.

De fato, aqueles eram os melhores caminhos para adentrar e percorrer o território da colônia portuguesa e, por isso, foram perpetuados na nova tradição da população brasileira.

No século XVII, a atividade das Bandeiras e Entradas começou a se popularizar no país. Essas eram as formas encontradas por particulares e pelos governantes do Brasil Colônia de interiorizar o país, aumentando as áreas de exploração para além da faixa litorânea, foco dos primeiros séculos de colonização.

Os bandeirantes foram extremamente importantes nesse processo. As bandeiras eram missões de apresamento de indígenas e de prospecção em busca de plantas medicinais, especiarias e pedras preciosas. A atividade bandeirante foi, em grande parte, responsável pela descoberta do ouro em Minas Gerais, por exemplo.

A atividade bandeirante se deu, na maior parte, através das antigas trilhas indígenas, que acabaram por se modernizar e aumentar o fluxo de pessoas que passavam por elas com diferentes objetivos. Isso fez com que as rotas se transformassem em estradas e ganhassem atenção governamental com o objetivo de regulamentação. Não por acaso várias das estradas atuais carregam nomes de bandeirantes famosos como a Anchieta, Raposo Tavares, Anhanguera.

À medida que o Brasil foi passando por transformações em seu cenário político e administrativo (independência, abolição da escravidão, proclamação da república), a realidade dessas antigas rotas foi se alterando e passando a receber mais atenção do Estado.

O governo republicano passou por diferentes fases e um marco importante para sua história foi a Revolução de 1930, comandada por Getúlio Vargas, que assumiria o poder, nele ficando até o ano de 1945, passando por diferentes modelos de administração. Esse ponto marcou, entre outras coisas, uma abertura maior à economia global e um forte avanço da atividade industrial no Brasil.

Os governos seguintes, a partir da década de 1950, foram marcados por um forte incentivo a chegada de indústrias estrangeiras no país. Um forte movimento de empresas do setor automotivo, como a Volkswagen, da Alemanha, fez com que o investimento em vias terrestres para a ligação de diferentes pontos do Brasil se tornasse a nova realidade.

No caso específico da BR-262, esse período foi muito importante. A construção de uma nova capital nacional, localizada na região centro-oeste fez com que a estrada que passasse por aquela região ganhasse mais importância.

Em 1964, com a mudança de nomenclatura das rodovias federais, a BR-31 passou a se chamar BR-262, forma como é conhecida até hoje.

Quatro anos depois, em 1968, foi asfaltado o trecho da estrada que liga Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, até Vitória, capital do Espírito Santo. Esse é um dos trechos rodoviários mais movimentados do país e um dos que mais sofre com a precariedade das condições da estrada e com acidentes de trânsito.

A região mais a oeste da rodovia só teve seu asfaltamento concluído no ano de 1996, ligando as cidades de Campo Grande (capital) e Corumbá,  ambas no Mato Grosso do Sul.

 

Rota 101 e 116

 

Em Breve a Disposição.

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